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Velanora Memorial Registry

Brasil — Ajuda & Orientação

O que fazer após um falecimento

Se você está lidando com um falecimento agora, você não precisa resolver tudo hoje. Comece pelo acesso rápido e pelo checklist das primeiras horas. O resto pode ser feito por etapas — com calma, com apoio e com um registro simples do que foi feito.

Emergência médica: SAMU 192.
Polícia (emergência): 190.
Bombeiros: 193.
Se você precisa conversar com alguém agora: CVV 188 (24h, gratuito).

Acesso rápido — vá direto ao que precisa AGORA

Se você está em crise, pule para o bloco certo e volte depois.

Linha do tempo rápida (Brasil) — o que costuma acontecer em seguida

Isso alinha expectativas. Óbitos com IML/SVO/polícia podem alterar prazos.

  • Primeiras horas: confirmação do óbito por profissional, emissão/encaminhamento da Declaração de Óbito (DO) e orientação sobre próximos passos.
  • Dia 1–3: família escolhe funerária (ou organiza diretamente), decide sepultamento ou cremação, reúne documentos essenciais, comunica pessoas-chave, protege residência e contas.
  • Assim que possível: registro do óbito no Cartório de Registro Civil e emissão da certidão de óbito. Em regra, há prazo legal de até 15 dias para registrar (com exceções em locais distantes). (Idealmente, faça antes, para destravar INSS, seguros e bancos.)
  • Primeira semana: avisos a empregador, bancos, seguradoras, plano de saúde, condomínio, contas essenciais; início de organização do espólio (documentos, bens e dívidas).
  • Semanas em diante: inventário/partilha (judicial ou extrajudicial), impostos e transferências. Veja a página legal para detalhes.
Mínimo para hoje: orientação profissional + DO/encaminhamento adequado + segurança da casa/pets/dependentes + escolher uma pessoa para comunicações + descansar. O administrativo vem depois.

1) Primeiras horas: o que fazer depende de onde e como aconteceu

O caminho muda se foi em hospital, em casa ou se é caso de IML/SVO/polícia.

  • No hospital/UPA: a equipe e o setor de serviço social/atendimento orientarão sobre a DO, retirada de pertences e próximos passos.
  • Em casa (morte esperada, com acompanhamento médico): acione o médico responsável ou a equipe (quando houver). Eles orientam a confirmação e emissão da DO.
  • Em casa (morte súbita/sem causa clara): acione 192 (SAMU) e, se necessário, 190. Pode haver orientação para autoridade policial e encaminhamento ao IML.
  • Acidente/violência/suspeita: preserve o local, chame 190 e siga as instruções. Nesses casos, a DO e a liberação do corpo podem depender de procedimentos oficiais (IML).
  • Quando a causa é indefinida (sem violência), em algumas cidades: pode existir o SVO (Serviço de Verificação de Óbitos). A equipe local orienta quando se aplica.
  • Em condomínio: se houve óbito em área comum ou há circulação de pessoas, comunique a portaria/síndico para apoiar acesso de equipes e evitar confusões — sem exposição desnecessária.
Pergunta útil: “Quem é meu ponto de contato e qual é o próximo passo para a DO e a liberação do corpo?”

Protocolo noturno (madrugada/feriado): como não travar

Quando acontece fora do ‘horário útil’, a meta é fazer o essencial e guardar o resto.

  • Foque no fluxo do corpo e na DO: entenda se a situação é hospitalar/assistida ou se envolve SAMU/190/IML.
  • Evite decisões grandes cansado(a): funeral, cremação, compras e assinaturas podem esperar algumas horas.
  • Escolha 1 pessoa para chamadas: enquanto os outros descansam. Revezar é melhor do que “todo mundo acordado”.
  • Anote tudo: nome do atendimento, telefone, protocolo, endereço para onde foi encaminhado, e o próximo passo.
  • Se aparecer cobrança “urgente”: trate como golpe até validar com um contato oficial (funerária contratada, hospital, cartório, órgão público).
Regra simples: de noite, você “prepara o terreno”. De dia, você resolve cartório/certidão e orçamentos com cabeça melhor.

Checklist (marque conforme avança) — Brasil

Checkboxes funcionam como um ‘mapa’. Você não precisa fazer tudo hoje.

Truque para luto: faça 1–3 itens por dia. O seu cérebro está em modo de sobrevivência — isso é normal.

Óbito COM IML vs SEM IML/SVO — fluxos diferentes (comparação clara)

Essa é a fonte nº 1 de confusão e de atrasos. Saber o ‘tipo de caso’ muda tudo.

SituaçãoQuem conduzO que costuma acontecer
SEM IML (hospital / morte esperada com acompanhamento)Hospital / médico responsávelDO emitida/encaminhada; família segue para funerária e cartório mais rápido.
COM SVO (causa indefinida sem violência, onde existir)Serviço local (SVO)Exames para esclarecer causa; prazos podem variar por cidade/estrutura.
COM IML (morte súbita suspeita, acidente, violência, dúvida relevante)Polícia/IML (fluxo oficial)Procedimentos oficiais e liberação conforme o caso; pode haver espera maior e exigências específicas.
Regra de segurança: se houver suspeita/violência, não “tente resolver por fora”. Preserve o local, siga instruções oficiais e evite movimentar objetos.
Pergunta-chave (IML/SVO): “Qual é o canal oficial para atualizações e qual documento vai viabilizar o registro no cartório?”

Variações por estado/cidade (Brasil): o que muda na prática

No Brasil, ‘o mesmo passo’ pode ter fluxos diferentes. Este card te protege de frustração.

  • Cartório (capital vs interior): atendimento, exigências de documentos e prazos de emissão podem variar. Em algumas cidades, a funerária já direciona o cartório exato; em outras, você precisa confirmar.
  • IML/SVO: disponibilidade, logística de remoção, tempo de liberação e comunicação mudam bastante por estado e por tamanho do município.
  • Cremação: regras e autorizações podem variar por município e por cemitério/crematório (exigências específicas de autorização familiar e documentação são comuns).
  • Custos: diferenças grandes por região e por estrutura (capitais tendem a ter mais oferta e também mais variação de preço).
  • Maturidade digital: alguns lugares têm fluxo mais “organizado” via canais digitais; outros dependem de papel, presença e horários limitados.
Como adaptar sem enlouquecer: peça sempre a “lista do seu município” em 2 perguntas: “Qual cartório?” e “Quais documentos exigidos aqui?”.

2) Checklist do ‘intervalo’ (o que dá para fazer enquanto você espera)

Ações seguras e úteis quando tudo parece confuso.

  • Proteja a residência: feche portas/janelas, recolha chaves, limite a circulação de pessoas e guarde objetos de valor.
  • Pets e dependentes: garanta cuidado imediato (água/comida/remédios) e quem ficará responsável nas próximas 24–48h.
  • Guarde medicamentos: especialmente controlados.
  • Reúna o básico: RG/CPF, certidão de casamento/união estável (se houver), cartão do SUS (se tiver), carteira do plano de saúde, comprovante de endereço e documentos que estiverem “à mão”.
  • Escolha um comunicador: uma pessoa para avisar família/amigos e evitar repetição (e pressão).
  • Anote fatos e orientações: hora aproximada, quem atendeu (SAMU/hospital/polícia), telefones, protocolos e próximos passos.
Importante: Se houver possibilidade de polícia/IML, não altere o local e siga instruções oficiais.
Pausa ajuda: água, algo leve para comer, sentar e respirar. Em luto, fazer menos com clareza costuma ser melhor do que correr.

3) DO (Declaração de Óbito) x Certidão de Óbito (Cartório)

Isso confunde muita gente — e é o ‘destravador’ de quase tudo.

No Brasil, a Declaração de Óbito (DO) é o documento preenchido por médico/serviço responsável e é a base para o registro oficial. A certidão de óbito é emitida no Cartório de Registro Civil após o registro do óbito, geralmente com base na DO.


  • Sem DO, o cartório não registra: o cartório costuma exigir a DO para emitir a certidão. (Hospitais, IML e alguns serviços públicos orientam o fluxo.)
  • Guarde a via/numeração: fotografe/escaneie a DO (se permitido) e guarde em local seguro; isso ajuda caso algum dado precise ser conferido.
  • IML/SVO: podem emitir/encaminhar documentos e liberar o corpo conforme a situação.
Dica prática: pergunte no hospital/IML/funerária: “Com a DO em mãos, qual cartório devo procurar e quais documentos exatos vocês recomendam levar?”

4) Registrar o óbito no cartório e obter a certidão de óbito

Sem a certidão, INSS, seguros e muitas instituições travam.

O registro do óbito é feito no Cartório de Registro Civil (normalmente na área do falecimento). Com o registro, você obtém a certidão de óbito, que é o documento mais solicitado por bancos, seguradoras, empregador e órgãos públicos.

  • Prazos: existe regra geral de registro em até 15 dias (com previsão de extensão em localidades distantes). Se passar do prazo, pode ser necessária orientação específica (inclusive judicial) dependendo do caso.
  • Leve o essencial: a DO + documentos de identificação disponíveis e informações de estado civil, filiação e endereço. O cartório informará se precisa de algo adicional.
  • Peça cópias: muitas famílias solicitam mais de uma via/segunda via para lidar com bancos/seguros sem atrasos.
Se você está perdido: a funerária normalmente conhece o fluxo local e pode indicar o cartório correto e a lista de itens mais comum na sua cidade.

Custos (faixas em R$) — para você conseguir planejar sem susto

Valores variam muito por cidade, cemitério, pacote da funerária e horário. Use como referência inicial.

  • Certidão de óbito (cópias/segundas vias): R$ 30–60 (pode variar por tabela local e tipo de emissão)
  • Funeral básico (sem luxo): R$ 3.000–6.000 (pode subir em capitais e com serviços adicionais)
  • Cremação: R$ 2.500–4.500 (documentos/autorizações e disponibilidade variam)
  • Sepultamento municipal (taxas/estrutura): R$ 1.500–3.000 (há ampla variação por município)
  • Inventário extrajudicial (cartório + custos associados): R$ 2.000–8.000+ (depende do patrimônio e da complexidade)
Como economizar sem culpa: peça um pacote simples, confirme item por item, compare 2 orçamentos quando possível e evite decisões sob pressão (principalmente de madrugada).

5) Decisões do funeral (sem pressa desnecessária, mas com organização)

Você pode simplificar muito — e ainda assim fazer algo digno e bonito.

No Brasil, é comum a família escolher uma funerária para conduzir logística, velório e sepultamento/cremação. Também é possível organizar diretamente, mas muitas famílias preferem apoio por conta de prazos e burocracias.

  • Defina sepultamento ou cremação (cremação pode exigir autorizações e requisitos específicos).
  • Escolha velório (onde, por quanto tempo, quem será avisado) e se haverá cerimônia religiosa, não religiosa ou mista.
  • Peça orçamento por escrito e confirme o que é “taxa da funerária” vs custos de terceiros (cemitério, capela, flores, carro, taxas locais).
  • Se o custo for um problema, pergunte por opções simples e quais escolhas mais impactam o preço.
Regra de ouro: escolha o que é viável para vocês. O luto já pesa — a cerimônia não precisa virar um “projeto impossível”.

6) Avisos importantes (na ordem que costuma funcionar melhor)

Use uma lista única de ‘ligações feitas’ com data, protocolo e próximo passo.

Sugestão de ordem prática

  • Família imediata e pessoas-chave (um comunicador principal ajuda).
  • Empregador (verbas rescisórias, benefícios, seguro, previdência privada, plano de saúde empresarial).
  • Bancos e cartões (orientação sobre bloqueios, contas conjuntas, débito automático).
  • Seguros (vida, residencial, automóvel) e previdência privada.
  • Plano de saúde e clínicas/hospitais onde havia tratamento em curso.
  • Contas essenciais (energia, água, internet, condomínio/aluguel) — priorize evitar corte e manter o básico funcionando.
  • Associações/órgãos profissionais (quando existir): conselhos como CRM, OAB, etc., e cadastros relevantes podem ter procedimentos próprios (faça depois do básico).
Modelo de anotação: “Data — Instituição — Telefone — Atendente — Protocolo — Documento pedido — Próximo passo — Prazo”.

7) INSS e benefícios: comece pelo que tem prazo e maior impacto

Mesmo sem resolver tudo, vale ‘abrir caminho’ para não perder retroativos.

Se a pessoa falecida era segurada do INSS, dependentes podem ter direito à pensão por morte. Existem prazos para requerer e preservar o pagamento desde a data do óbito (varia conforme dependente). Se houver pensão de servidor, o órgão (estado/município/União) terá regras próprias.

  • Reúna documentos: certidão de óbito, documentos do dependente e evidências de vínculo (casamento/união estável, filhos, dependência econômica quando aplicável).
  • Observe os prazos: há janela de 90 a 180 dias para requerer em alguns casos, para receber desde a data do óbito (regras podem mudar conforme perfil do dependente).
  • Meu INSS: quando possível, registre solicitações e acompanhe por protocolo; guarde prints do andamento e do pedido de exigências/documentos.
  • Outros valores possíveis: FGTS/PIS/PASEP, verbas trabalhistas, seguro, previdência privada — cada um tem seu procedimento e exigências.
Estratégia “anti-trava”: se o sistema pedir um documento difícil, anote exatamente o nome do documento e a justificativa. Isso facilita resolver no cartório/órgão correto depois.

8) Proteção financeira e golpes (Brasil): os golpes mais comuns no luto

No luto, muita gente tenta ‘aproveitar a confusão’. Você pode se blindar com regras simples.

  • “Taxa do cartório urgente” por WhatsApp/PIX: mensagem dizendo que falta “taxa para liberar certidão/corpo” com chave PIX. Trate como golpe até validar com o cartório (canal oficial) ou com a funerária contratada.
  • “Funerária paralela” oferecendo desconto: alguém aparece “indicando” serviço mais barato e pede sinal via PIX. Valide CNPJ/endereços e só pague por canal verificado.
  • “Assistente do INSS” cobrando para agilizar: promessa de “furar fila” ou “liberar benefício”. Bandeira vermelha. Use canais oficiais e exija protocolo.
  • Boletos e cobranças novas: contas “reemitidas” e boletos falsos são comuns. Confirme no app/site oficial da instituição (não no link da mensagem).
  • “Testamento digital” ou “documento secreto” surgindo: golpistas exploram conflito e urgência. Não assine nada sob pressão; peça tempo e orientação.
Regra de ouro: nunca faça PIX/transferência sob pressão sem validação independente. Se algo parecer estranho, pare, peça ajuda a alguém de confiança e confirme por contatos oficiais.
Trava segura: “Obrigada(o). Vou confirmar pelo canal oficial e retorno.” (e encerre a conversa).

9) Contas digitais, gov.br e PIX (regra simples: preserve primeiro, decida depois)

Muitas recuperações e acessos dependem de celular/e-mail (2FA).

  • Não cancele o chip/linha na primeira semana se isso puder bloquear códigos de acesso (SMS/WhatsApp/2FA).
  • Preserve e documente: faça uma lista de e-mails, bancos, assinaturas, redes sociais e apps importantes. Prints e fotos de telas úteis podem ajudar.
  • Gov.br: evite mudar e-mail/telefone “no impulso”. Primeiro, mapeie o que depende do acesso (serviços, declarações, cadastros).
  • PIX: chaves PIX e contas em bancos/fintechs podem estar vinculadas ao CPF. Não tente “mexer sozinho(a)” nas configurações: comunique o banco pelo canal oficial e siga o fluxo de espólio/ herdeiros quando chegar a hora.
  • Apps do dia a dia: iFood, 99, Uber, streaming e assinaturas podem ter cobranças recorrentes. Liste primeiro; cancele depois, com calma e registro.
  • Backup com calma: fotos, notas, documentos e arquivos importantes — quando você tiver condições.
Regra de sobrevivência: na primeira semana, evite “apagar” ou “encerrar” contas. Preserve, registre e peça apoio se necessário.

10) Instituições brasileiras que costumam aparecer (faça por etapas)

Você não precisa fazer tudo agora — mas saber que existe evita surpresa depois.

  • Detran e veículos: transferência/regularização de veículo em nome do falecido exige fluxo de espólio/herdeiros. Evite “passar para o nome” sem orientação.
  • Receita Federal (CPF): em geral, o CPF entra em tratamento relacionado ao óbito e ao espólio; o importante é seguir o fluxo correto para evitar travas em bancos e declarações.
  • Serasa/SPC: quando houver risco de fraude, vale monitorar sinais de tentativas de crédito/aberturas indevidas. (Faça quando o básico estiver estável.)
  • SUS vs plano particular: os documentos e comprovantes podem seguir caminhos diferentes (relatórios, prontuários, reembolsos, encerramento de plano).
Princípio: não corra atrás de “cadastros” antes de ter a certidão de óbito e um mapa do que realmente precisa ser feito.

11) Primeiras tarefas do espólio (sem mergulhar no inventário ainda)

O objetivo aqui é organizar, proteger e reduzir problemas futuros.

  • Identifique herdeiros e responsáveis: cônjuge/companheiro(a), filhos, pais. Anote contatos e documentos.
  • Localize documentos-chave: certidões (nascimento/casamento), documentos de imóveis, contratos, extratos, apólices, notas fiscais relevantes.
  • Faça um inventário simples: lista de bens (imóveis, veículos, contas, investimentos), dívidas e contas a pagar.
  • Guarde comprovantes: se alguém pagar despesas essenciais (funeral, taxas inevitáveis), guarde recibos e o motivo do pagamento.
  • Evite decisões irreversíveis no início: venda de bens, doações, “passar carro pro nome” sem orientação pode gerar problemas.
Inventário extrajudicial (em cartório): em muitos casos é possível quando há acordo entre herdeiros e requisitos legais são atendidos, com assistência de advogado. Se houver conflito ou complexidade, pode ir ao judicial.

Bloqueios típicos no Brasil — e como desenrolar (sem perder a cabeça)

Quando algo trava, quase sempre é ‘documento certo + canal certo + protocolo’.

  • Cartório pede dado que você não tem: peça ao cartório a lista exata por escrito (ou anote). Muitas vezes, a solução é simples (um documento de estado civil/filiação/endereço).
  • Banco não aceita cópia “simples”: pergunte qual formato aceitam (digital, presencial, autenticado, etc.) e qual canal oficial. Sempre peça protocolo.
  • IML/SVO sem prazo claro: pergunte pelo canal oficial de atualização e o “marco” que destrava o cartório (qual documento/etapa).
  • Meu INSS pede “exigência” confusa: tire print, anote o nome exato do documento e a razão. Isso acelera resolver com cartório/órgão competente.
  • Conflito familiar no meio do processo: pare de tomar decisões irreversíveis e registre tudo. Em conflito, orientação profissional costuma evitar prejuízo.
Modelo de frase que resolve: “Pode me dizer exatamente qual documento falta, em que formato, por qual canal devo enviar e qual o número do protocolo?”

Quando buscar ajuda profissional (advogado, defensor, despachante, apoio especializado)

Você não precisa ‘dar conta sozinho(a)’. Em alguns cenários, ajuda cedo economiza muito sofrimento.

  • Há imóveis, empresas ou muitos bens/dívidas: organização e inventário tendem a ser mais complexos.
  • Há conflito entre herdeiros: quanto mais cedo houver orientação, menor a chance de decisões que viram briga.
  • Óbito com IML/polícia + travas repetidas: alguém com experiência local pode destravar fluxos e prazos.
  • União estável não formalizada / dependência econômica: comprovação pode exigir cuidado.
  • Você suspeita de golpe/uso indevido de documentos: orientação ajuda a reduzir dano e registrar o que for necessário.
  • Você está ajudando alguém muito fragilizado: um profissional pode tirar o peso de “decidir tudo” no luto.
Princípio: se você está gastando energia repetindo o mesmo problema há 48–72h, ajuda externa é uma boa troca.

Se você está ajudando alguém (amigo, familiar, vizinho): como ser útil sem invadir

No luto, suporte prático vale ouro — e precisa ser gentil.

  • Ofereça tarefas concretas: “Posso ligar no cartório e anotar a lista de documentos?”, “Posso cuidar dos pets por 24h?”, “Posso buscar água/comida?”.
  • Seja o ‘guardião do protocolo’: anote números, datas, contatos, status e próximos passos. Isso reduz muito a carga mental.
  • Proteja a pessoa de pressão: filtre mensagens, evite que desconhecidos peçam documentos, e ajude a dizer “vamos confirmar no canal oficial”.
  • Evite opinar sobre decisões íntimas: seu papel é dar opções e tirar peso logístico, não escolher por eles.
Frase que ajuda: “Você não precisa decidir tudo hoje. Vamos só resolver o próximo passo.”

Scripts práticos (para ligar/mandar mensagem sem travar)

Copie e cole — e adapte o mínimo necessário.

Para cartório / orientação de registro

Olá. Tivemos um falecimento em [data] em [cidade/bairro]. Já temos (ou estamos aguardando) a Declaração de Óbito (DO). Qual cartório devo procurar, quais documentos vocês exigem e qual o melhor horário para atendimento? Vocês emitem a certidão no mesmo dia?

Para banco / cartão

Olá. Estou comunicando o falecimento de [nome], CPF [xxx]. Preciso saber quais são os próximos passos, quais documentos devo enviar e como registrar protocolo. Por favor, me informe o número do protocolo e o canal oficial para envio de documentos.

Para empregador

Olá. Informo o falecimento de [nome] em [data]. Gostaria de orientação sobre verbas/rescisões pendentes, benefícios (incluindo seguro/benefício por morte, se houver) e quais documentos devo providenciar. Podemos registrar isso por e-mail com protocolo?
Você não precisa explicar tudo: diga o essencial, peça protocolo e anote o próximo passo.

Perguntas comuns

Respostas rápidas para reduzir incerteza.

Quantas vias da certidão de óbito devo pedir?

Depende do tamanho do “mapa” de bancos, seguros e instituições, mas é comum pedir mais de uma via para não travar processos. Se você não sabe, peça algumas e veja como o fluxo anda.

Eu preciso resolver inventário agora?

Não. Na primeira semana, foque em: certidão de óbito, funeral, proteção financeira, contas essenciais e organização de documentos. Inventário costuma ser etapa posterior (e pode ser feito com orientação).

O que é o mínimo para hoje se eu estiver em choque?

Hoje: orientação profissional + DO/encaminhamento + segurança da casa/pets/dependentes + um comunicador + água/comida/descanso. Amanhã você faz o próximo bloco.

Próximos passos

Aprofunde quando você estiver pronto(a).

Velanora oferece informação prática, não aconselhamento jurídico. Para decisões formais (inventário, partilha, impostos e disputas), procure um profissional qualificado.